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Terror em Silent Hill - Regresso para o Inferno

Duas décadas após o lançamento de Terror em Silent Hill (2006), Christophe Gans retorna à direção dessa adaptação do game de mesmo nome. Com a proposta de abordar a história de Silent Hill 2 (2001), o longa-metragem desenvolve sua trama sob a perspectiva de James Sunderland, interpretado por Jeremy Irvine, que, motivado por uma carta misteriosa e à procura de seu amor perdido, encontra uma cidade outrora reconhecível e se depara com figuras aterrorizantes.

Primeiramente, evidencia-se uma nítida disparidade entre o refinamento dos efeitos visuais que deveria ser aplicado nessa obra e a qualidade empregada aqui. Por exemplo, há algumas sequências de Return to Silent Hill que trazem dúvidas até se a renderização do CGI foi realmente concluída. Além disso, a ausência de textura dos efeitos especiais que integram o fundo artificial de várias cenas é bastante perceptível.

Como consequência de uma condução confusa da trama (que não consegue dosar bem a confusão mental sofrida pelo protagonista), a montagem assinada por Sébastien Prangère não contribui para alcançar o efeito satisfatório na expansão do enredo e nos momentos mais impactantes. Diante dessa fragilidade na edição, a capacidade de gerar terror pela direção de Christophe Gans também é comprometida, justamente pela decisão de ampliar o enredo explorado no game. Sobre as performances do elenco, sua função não é desempenhada de modo convincente, como se estende nas atuações de Jeremy Irvine e Hannah Emily Anderson, que interpreta Mary Crane.

Logo, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno teve seu potencial completamente desperdiçado pelos mesmos problemas tão recorrentes em filmes deste gênero. Também vale destacar a incapacidade de lidar com adaptações de games presente na maioria dos estúdios e mentes criativas que tomam a iniciativa de adentrar nessa indústria.

Joinhas:

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Por:

@castilho_lucaslima

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