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Crítica:

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Supergirl

Dirigido por Craig Gillespie, Supergirl (2026) acompanha a história de Kara Zor-El e sua origem antes de finalmente chegar à Terra, além de trazer uma proposta de expandir o DCU de James Gunn. Sendo assim, o longa, protagonizado por Milly Alcock (conhecida por seu trabalho em House of the Dragon) também traz de volta David Corenswet como Superman, que tem sua participação no filme desenvolvida de forma secundária, juntamente com a performance de Jason Momoa, que vive o anti-herói Lobo.

Diante disso, o roteiro assinado por Ana Nogueira não consegue aliar o material adaptado em Supergirl à proposta desenvolvida pelo longa, convertendo-se em uma trama que provoca o efeito não intencional de confusão relacionado ao foco narrativo produzido pelo filme. À medida em que a direção de Craig Gillespie se debruça em tentar consertar as falhas presentes no roteiro, torna-se evidente que essa tentativa resulta em um produto final cuja montagem constitui um conjunto de blocos narrativos isolados e que mantém uma relação entre si bastante comprometida.

Logo, o protagonismo de Milly Alcock como Supergirl funciona até certo ponto, exigindo uma presença de tela que muitas vezes não chega a ser alcançada, o que, em contraste, é compensado por uma boa performance no que diz respeito à entrega das emoções condizentes a cada cena concebida no filme. É preciso também citar as performances secundárias de David Corenswet e Jason Momoa, cujas atuações desempenham seus papéis respectivos de modo extremamente satisfatório. Além disso, o papel do antagonista Krem vivido por Matthias Schoenaerts é totalmente desperdiçado pelo caráter genérico atrelado ao vilão de Supergirl.

Vale destacar também que a integração dos efeitos visuais não desempenha sua função de forma eficiente na maior parte das sequências conduzidas ao longo do filme, o que parece levar a crer que Supergirl carece de um melhor refinamento do CGI aqui explorado, o que compromete negativamente a imersão na experiência cinematográfica em alguns momentos.

Portanto, o envolvimento com a trama de Supergirl não é conduzido de modo satisfatório, pois a imersão em seu conflito central é prejudicada por um roteiro fragilizado que articula o dinamismo narrativo precariamente, e uma direção ineficaz em relação ao potencial de autenticidade que o filme poderia alcançar.

Joinhas:

3

Por:

@castilho_lucaslima

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