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Crítica:
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Só por uma Noite
Só por uma Noite é uma comédia romântica com um apelo bem mais sensual, dirigida por Will Gluck e com roteiro assinado por Travis Braun ao lado do próprio diretor. A história se passa em uma Nova York futurista e meio distópico, onde relações sexuais fora do casamento são proibidas sob pena de prisão. Para contornar essa regra, o governo americano cria uma data especial em que, durante um período de 12 horas, as pessoas têm permissão para se relacionar com quem quiserem sem infringir a lei.
É nesse contexto que acompanhamos Allie, uma cantora de comerciais insegura em se relacionar vivida por Monica Barbaro, e Owen, um dono de pizzaria interpretado por Callum Turner que decide aproveitar o evento com relutância após levar um fora da namorada. Pressionada por uma amiga, Allie faz o mesmo, dando início a uma sequência de encontros engraçados e desastrosos. Embora os dois não combinem em vários aspectos, eles compartilham a visão de que só vale a pena ter algo a mais depois de conhecer bem o outro, em vez de apenas ter uma noite qualquer.
Apesar de a execução técnica não apresentar grandes falhas aparentes, o filme acaba gerando um forte desinteresse ao desperdiçar uma premissa tão promissora. A ideia de uma distopia focada no controle das relações sociais poderia ter sido explorada com muito mais profundidade e criatividade, em vez de se limitar a uma abordagem excessivamente focada no apelo sexual. Além disso, a gestão do tempo afeta a narrativa: embora a trama cubra apenas 12 horas, tudo parece acontecer rápido demais para um filme de quase uma hora de duração, restando ao público apenas algumas gargalhadas pontuais.
Ainda assim, a proposta não deixa de ser interessante por tentar inserir esse tom de distopia no gênero, misturando emoções e desejos tão presentes no consumo da sociedade atual. Ao usar a ficção especulativa como pano de fundo para discutir o comportamento humano e as dinâmicas afetivas contemporâneas, o longa consegue provocar reflexões curiosas sobre a forma como a intimidade é encarada e banalizada.
Só por uma Noite entrega um conceito diferente que, dentro de suas limitações, consegue cumprir o seu papel de entreter. Mesmo tropeçando na condução do ritmo e na escolha do tom, a obra se mantém como uma opção funcional para quem busca um entretenimento leve e uma abordagem fora do convencional no meio das comédias românticas.
Joinhas:
3
Por:
@linwyys