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O Cavaleiro dos Sete Reinos - 1ª Temporada

Temos aqui mais uma expansão de universo do polêmico, mas inegavelmente criativo, George R. R. Martin. Desta vez, acompanhamos talvez sua história mais “humilde”, começando pelos próprios protagonistas. A trama já nos convida, desde a primeira cena, a sermos mais “pé no chão”, deixando claro que não teremos aqueles arcos imensos e múltiplas linhas narrativas que apenas Game of Thrones conseguia entregar nas noites de domingo. Aqui visitamos casas que mal tiveram destaque nas outras obras do autor. É como se estivéssemos no “subúrbio” de Westeros, onde personagens que antes seriam secundários agora assumem o protagonismo.

Um século antes dos eventos de Game of Thrones, Westeros é palco das aventuras de dois heróis improváveis: Sor Duncan, o Alto (interpretado por Peter Claffey), um jovem cavaleiro corajoso e ingênuo, e seu escudeiro Egg (Finn Bennett), ninguém menos que o futuro rei Aegon V Targaryen. Ambientada em um período em que a Casa Targaryen ainda governava o Trono de Ferro, e em que a lembrança dos dragões ainda estava viva, a série acompanha essa dupla peculiar enfrentando inimigos poderosos, desafios perigosos e destinos grandiosos. Baseada nos contos “Dunk & Egg”, parte do universo de As Crônicas de Gelo e Fogo, a prequela mergulha em um Westeros mais íntimo e menos épico em escala, mas igualmente significativo. Sor Duncan, que futuramente se tornará Senhor Comandante da Guarda Real, e Egg, eventual avô do Rei Louco, vivem jornadas que moldarão não apenas suas próprias vidas, mas o futuro dos Sete Reinos.

Aos poucos, entendemos por que Sor Duncan recebeu quatro páginas nos livros da Guarda Real durante o reinado dos Lannister. Sua trajetória é marcada por humildade, honra e coragem, e a série acompanha essa proposta até mesmo em seu orçamento mais contido. Ainda assim, quando a produção decide entregar algo grandioso, ela não decepciona. O penúltimo episódio é um excelente exemplo disso, e não é à toa que venha recebendo tanto prestígio. É como se o roteiro soubesse exatamente quando lembrar ao espectador que, apesar da simplicidade, essa história é essencial até como prelúdio das próprias Crônicas de Gelo e Fogo.

A produção se mostra impecável, mesmo trabalhando majoritariamente com cenários mais fixos. A HBO não economiza na ambientação: figurinos, direção de arte e escolhas de elenco são extremamente acertados. Os protagonistas são carismáticos na medida certa. O que mais fascina na história de Duncan e Egg é justamente a forma como Martin transforma homens humildes em figuras grandiosas, não por poder, mas por caráter. É reconfortante “viver em Westeros” sabendo que ainda existem personagens guiados pela bondade e pela honra. Que venham mais temporadas. Queremos acompanhar muito mais dessa dupla que já conquistou o mundo deles, e o nosso.

Joinhas:

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Por:

@eduardomontarroyos

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