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Crítica:

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Dia D

Steven Spielberg retorna ao gênero que o consagrou, unindo ficção científica e suspense para reacender no público a eterna dúvida: estamos realmente sozinhos no universo? Dia D aposta em uma narrativa que mistura conspiração, revelações e ação, trazendo à tona a velha esperança de que alienígenas vivem entre nós, escondidos por forças que preferem manter o segredo.

A trama acompanha um grupo rebelde que busca expor a verdade, enfrentando uma organização poderosa que insiste em encobrir a existência dos extraterrestres. Essa dualidade entre revelação e ocultamento é típica do estilo de Spielberg, mas aqui falta ousadia narrativa. O roteiro se apoia em arquétipos já conhecidos, sem oferecer grandes surpresas, o que pode deixar o espectador com a sensação de déjà vu. Ainda assim, a tensão entre os personagens e o jogo de poder entre rebeldes e autoridades mantém o ritmo envolvente.

Tecnicamente, Dia D é impecável. O CGI entrega alienígenas visualmente convincentes, ainda que dentro de um design bastante tradicional, remetendo às representações clássicas que Spielberg já explorou em obras como Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Guerra dos Mundos. A fotografia é eficiente em criar atmosferas de mistério, e a trilha sonora reforça o suspense, embora sem se destacar como elemento memorável. As atuações são boas, mas não chegam a ser marcantes - os personagens cumprem seu papel, mas carecem de maior profundidade emocional.

O maior problema, porém, está fora da tela: o trailer. Ao revelar praticamente todos os pontos-chave da narrativa, ele compromete a experiência do espectador. O suspense, que deveria ser o motor da trama, se dilui porque já sabemos o que esperar. Essa estratégia de marketing, comum em Hollywood, acaba minando a força da obra, deixando pouco espaço para a surpresa dentro da sala de cinema.

Em termos de impacto, Dia D funciona como entretenimento sólido e visualmente grandioso, mas não traz a inovação que se esperaria de Spielberg em 2026. É um filme que revisita sua zona de conforto, reafirmando sua habilidade em criar mundos e atmosferas, mas sem arriscar novas linguagens ou perspectivas. Para quem busca nostalgia e a assinatura clássica do diretor, o filme cumpre bem seu papel. Para quem espera algo revolucionário, fica a sensação de que Spielberg preferiu repetir fórmulas já consagradas.

No fim, Dia D é uma obra que reafirma a força estética de Spielberg, mas deixa em aberto a questão: até que ponto revisitar velhas fórmulas ainda emociona? O filme entretém, mas não surpreende - e talvez esse seja seu maior dilema.

Joinhas:

3

Por:

@vini.ventura23

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