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Crítica:
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Devil May Cry
Devil May Cry é uma série de jogos de ação criada em 2001, produzida pela Capcom, lançada para o PlayStation 2 e logo depois que criou fama, foi abrindo para outras plataformas. A Netflix transforma em série aquela que é uma das melhores franquias de jogos da Capcom, um anime que não agradou muito aos fãs.
A série tem algumas nostalgias de ver Dante matando demônios sem parar e sem muitas dificuldades, os figurinos e a trilha sonora que nos faz lembrar dos jogos. Mas acredito que o produtor não jogou nenhum dos jogos, pois o personagem principal que é Dante, é colocado pra coadjuvante claramente. Uma história familiar dramática criada nos jogos, que poderia ser muita mais bem explorada na série, se torna uma explicação medíocre de metade de um episódio, enquanto Lady é a verdadeira personagem principal, todas as ações da série acontecem girando em torno da história dela e dos traumas dela.
Dante e Virgil possuem um passado caótico, uma infância de treinamentos duros, opiniões formadas diferentes e que tornam a trama de Devil May Cry fantástica, na série nada disso é explorado, pelo contrário é excluído. Preferiram colocar uma nova personagem do que explorar os que já existem.
A Netflix, claramente, gosta de lacrar e militar, pois a série é claramente uma crítica ao governo atual dos Estados Unidos, a invasão ao inferno no som de American Idiot do Green Day deixa isso muita mais fácil de perceber. Mas vale a pena estragar uma franquia tão única pra criticar governo? Não, não vale, a segunda temporada já está confirmada para 2026 e tomara que nos surpreenda. Já tivemos a decepção em The Last of Us parte 2, por favor, parem de estragar os jogos que enquanto jogávamos as lágrimas desciam de emoção.
Joinhas:
2
Por:
@vini.ventura23