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Crítica:

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Casamento Sangrento - A Viúva

Retornando à direção na continuação direta de Casamento Sangrento (2019), Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett conduzem seu mais novo filme, em que a trama retoma a perspectiva de Grace MacCaullay, interpretada por Samara Weaving, que volta a participar de uma rodada sinistra do tradicional jogo de esconde-esconde. Assim, a dupla que trouxe vida a essa franquia mais uma vez se diverte dirigindo sequências de extrema violência e “gore” em sua obra, que em momento nenhum abandona essa intensidade trazida pela abordagem dos diretores.

Diante disso, a direção assinada por Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett intercala sequências frenéticas com momentos de diálogo que buscam desenvolver o conflito da narrativa. Logo, a falta de eficiência do roteiro em aprofundar as camadas e desdobramentos dessa oposição entre as personagens impede que o longa-metragem atinja o efeito desejado.

Vale destacar também a entrega de Samara Weaving no papel principal, onde expressa uma forte carga dramática aliada à performance de Kathryn Newton, que interpreta sua irmã, Faith MacCaullay, de modo que sua interpretação contribui para a construção de uma boa química entre as personagens. Em compensação, as performances secundárias possuem um impacto insatisfatório, na qual é manifestado principalmente pelas atuações de Shawn Hatosy e Sarah Michelle Gellar, que interpretam Titus e Ursula Danforth, respectivamente.

Portanto, Casamento Sangrento: A Viúva mantém um ritmo bastante fluido durante as cenas de maior intensidade, porém carece de um desenvolvimento mais refinado da relação entre as tensões das personagens exploradas pelo enredo.

Joinhas:

3

Por:

@castilho_lucaslima

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