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Crítica:
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A Empregada
Adaptando a história do best-seller escrito por Freida McFadden, A Empregada (originalmente “The Housemaid”) retrata a personagem interpretada por Sydney Sweeney como mulher em dificuldades uma que recomeça como empregada doméstica para um casal rico. Além disso, o filme conta com a direção de Paul Feig e o roteiro assinado por Rebecca Sonnenshine e pela própria autora do livro na qual houve inspiração.
Primeiramente, é necessário ressaltar que a estrutura narrativa de A Empregada é baseada integralmente na execução de seu plot twist, o que compromete a dinamicidade dos primeiros dois atos da trama. Com isso, a condução de Paul Feig deposita suas forças no terceiro ato, trazendo um impacto considerável para o suspense construído no filme, mas insuficiente em relação à compensação do ritmo monótono desenvolvido em maior parte de sua duração. Ademais, a montagem não cumpre seu papel com eficiência, dependendo de sequências frenéticas para criar uma maior tensão.
Como já esperado, as performances do elenco são ofuscadas pela direção inconsistente de Paul Feig, a exemplo do desempenho automático de Sydney Sweeney, além de que o mesmo pode ser dito para caracterizar a atuação de Brandon Sklenar. Porém, ainda se destaca a interpretação de Amanda Seyfried como Nina, a personagem mais enigmática desse longa-metragem, o que significa que sua performance compreendeu a proposta que lhe foi designada.
Diante disso, A Empregada percorre a linha da mediocridade ao abrir mão de uma abordagem envolvente para garantir que o impacto de sua revelação fosse alcançado. Logo, apesar de apresentar um desfecho surpreendente, toda a construção para que isso acontecesse possui fragmentos em sua realização.
Joinhas:
3
Por:
@castilho_lucaslima